O andar incerto impõe limites, mas o corpo, em suas fronteiras, é território de trocas, insurgências e criação de novos mundos. Para iniciar este livro, precisei voltarme ao meu próprio corpo marcas visíveis e invisíveis, falas interrompidas, silenciamentos e resistências. Meu corpo dança, sente, cria. Meu corpo é linguagem, arte e conhecimento. A você que abre estas páginas, faço um convite: dance de olhos vendados. Deixese conduzir pelo movimento, desnudese de julgamentos e entreguese a uma experiência vívida. Aqui, a escrita é encarnada, um bisturi que disseca memórias, dores e potências. Escrever, para mim, é dançar! É moverse minha escrita pulsa em afetos, emoções e subjetividades. Falo a partir do meu lugar, rompendo com o academicismo rígido que ignora os corpos e suas experiências. Pesquisar com e entre jovens gays é dar passagem à voz, permitir que suas histórias rompam invisibilidades e se façam existir. Não escrevo para enfatizar a dor, mas para dissolver amarras, desafiar violências e transformar silêncios em ecos de liberdade. O corpogiz risca o chão da escola e da vida e convida você a pisar nesse território de luta, criação e resistência.
Marca: Não Informado