A violência doméstica contra a mulher, especialmente quando praticada por parceiro íntimo, produz efeitos que vão além da agressão imediata, atingindo profundamente a saúde mental, o funcionamento cerebral e a subjetividade das vítimas. Nesta obra, a autora analisa o tema sob uma perspectiva interdisciplinar, articulando Direito, Neurociências e Epigenética. O estudo resgata a construção histórica da condição feminina e demonstra como fatores sociais e culturais contribuíram para a naturalização da violência ao longo do tempo. Examina ainda as diferentes formas de violência, os ciclos de repetição e os impactos do trauma sobre emoções, comportamentos e processos cognitivos. Também avalia a rede de atendimento às mulheres em situação de violência, com destaque para o papel das Unidades Básicas de Saúde, apontando fragilidades e a necessidade de um cuidado mais qualificado, humano e integrado. Mais do que uma análise acadêmica, o livro representa um chamado à escuta, à responsabilidade coletiva e ao fortalecimento de políticas públicas capazes de romper ciclos de violência e reconstruir trajetórias de vida. Marca: Não Informado