"As Canções do Asfalto Sem Fim falam de um tempo às avessas, em que tudo parece se desenvolver para trás e para baixo. Os poemas começam em junho de 2013, quando uma esperança coletiva, meio eufórica, saiu às ruas, perdeu-se e não voltou mais. Ao atravessar os anos seguintes, a obra abriga, nos vãos das palavras, a conspiração, o golpe, as traições premiadas, o sangue de Marielle Franco e o conluio entre bancos, igrejas e mídias que ajudaram a eleger milícias fascistas e a engendrar uma barbárie democratizada. Por isso, estas canções surgem como poesia necessária, como ar quando falta. São uma espécie de poesia-remédio: tal qual a homeopatia, procuram curar, com tristeza lírica, a depressão e o tédio. E são também poesia romântica, acompanhando o percurso cambaleante do amor em busca da esperança perdida e de seu insolúvel flautim no leito do asfalto sem fim." Marca: Não Informado