A formação docente, especialmente em contextos marcados por desigualdades sociais e culturais, exige práticas que ultrapassem modelos técnicos e padronizados. Nesse sentido, a pedagogia crítica emancipatória apresenta-se como uma proposta que valoriza os saberes construídos na experiência e na diversidade cultural dos sujeitos escolares. Este texto discute como essa abordagem formativa pode contribuir para a superação da lógica neoliberal presente nas políticas educacionais e promover a construção de espaços escolares mais justos e democráticos. A partir dos resultados de uma pesquisa realizada com coordenadoras pedagógicas, analisa-se o papel dessas profissionais como formadoras, evidenciando a potência da formação permanente ancorada em situações concretas e no reconhecimento das culturas presentes no cotidiano escolar. Marca: Não Informado