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Crônicas Da Vida Operária

(Cód. Item 1572922065)

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Pioneiro ao mover para o centro da literatura o operário, Roniwalter Jatobá traz em Crônicas da vida operária uma série de textos que reconstrói o universo dos trabalhadores fabris dos anos 1970. Com sensibilidade e rigor textual, o autor explora o i ntenso fluxo migratório do período, quando milhares de pessoas foram empurradas de seus locais de origem para servir de mão de obra barata para o “milagre econômico brasileiro”. A experiência de Jatobá como operário da indústria automobilística e como motorista de caminhão explica a vivacidade e a boa literatura que se produziu em suas obras, sem maniqueísmos ou personagens esquemáticos. Para Fernando Morais, no prefácio da obra, a conversa de Roniwalter é mais dura, já que se deu enquanto s ua geração decifrava angústias existenciais. “Seus personagens, calados e magros, falam de uma gente que chega a SP em pau de arara, viaja como pingente nos trens de subúrbio e fabrica máquinas e edifícios de que jamais desfrutará”, escreve. Quase quarenta anos depois de sua primeira publicação, Crônicas reafirma sua atemporalidade e similaridade com o mundo laboral contemporâneo, que trocou o precário chão de fábrica pelo trabalho mediado por aplicativo. Para Regina Dalcastagnè, que assina o texto de orelha, as mãos talentosas de Jatobá constroem representações cheias de vida e pouco presentes em nossa literatura e em nosso imaginário, “embora não passemos um minuto sequer sem o produto de seu trabalho”. Trecho “Você vai indo sentado de olhos parados e encostado ao vidro da janela do ônibus e vê a rua. Nada pra você é estranho: a rua, a fábrica que você vê todo dia, o mendigo encolhido trêmulo de frio coberto de jornal naquela esquina, o vento que sopra dos trilhos c omo soprado pelas locomotivas que passam pegando velocidade, e você passa dentro do ônibus olhando a rua, quem sabe até me vê caminhando nessa hora da manhã no rumo da fábrica nesse primeiro dia de trabalho ou me vê já parado quieto aqui na frente es perando a hora, sete horas. Não lhe aceno nem você também, somos estranhos e desconhecidos.”