“— Senhor, eu viajei na semana passada e comi um “quebrador”, o senhor não tem mesmo? — Mas que ousadia! Marta, ele não quer castanhas, ele quer é levar uma surra. Vê se pode um palavreado destes aqui na minha loja! Eu não vou quebrar nada pro senhor!” Dentre as inúmeras situações do dia a dia, o exagero está cada vez mais disfarçado de noticiário do que de excepcionalidade. Nesta coletânea de textos curtos, trago um pequeno diário de observações do povo brasileiro somadas a leituras de um dia comum da minha rotina. Eis um olhar atento sobre o hebdomadário da parafuseta do disco rígido do curau, sem contar o angu de pé da bolsa. As pessoas têm histórias magníficas que se encerram em fofocas com as vizinhas, mas que bem poderiam estar digitadas num livrinho de bolso. Marca: Não Informado