Sem Maria Homem, sem dreads no Itamaraty. A primeira parte desta quadrilogia conta, entre considerações sobre religiosidade afro-baiana, política e futebol, a história de Maria Homem, minha avó, e de sua família. Aos 12 anos, depois de um desentendimento, ela saiu da casa de sua mãe, no sertão, e foi-se empregar como trabalhadora doméstica numa casa de família na São Salvador da Bahia da segunda década do século XX. Ela se emancipou no começo da Era Vargas e constituiu família, tendo sua relação com o samba e com o trabalho como eixo central de sua biografia. A história é entrecortada por minha própria trajetória antes e depois de passar no concurso do Instituto Rio Branco e me tornar, provavelmente, o primeiro diplomata a usar dreads no Itamaraty. Marca: Não Informado