Opus Dei: Arqueologia Do Of

(Cód. Item 1504339880) (Cód EAN 9788575593325)Outros produtos Editora Boitempo
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Nesta nova e provocativa obra, que integra o projeto Homo Sacer, o filósofo Giorgio Agamben volta sua arqueologia filosófica ao universo sacerdotal, ou seja, aos sujeitos a quem compete, por assim dizer, o ''ministério do mistério''. Opus Dei, ''a obra de Deus'', é a definição de liturgia, isto é, ''o exercício da função sacerdotal de Jesus Cristo [...]'', de acordo com a tradição da Igreja Católica. O vocábulo ''liturgia'' (do grego leitourgia, ''prestação pública'') é, entretanto, relativamente moderno: antes de seu uso, era frequente o termo latino officium. Analisando o ofício divino e humano, o livro demonstra porque o mistério litúrgico é a chave para compreender como a modernidade forjou tanto a ética quanto a ontologia, tanto a política quanto a economia do nosso tempo.Em O reino e a glória, publicado pela Boitempo em 2011, Agamben buscou esclarecer o ''mistério da economia''. Neste livro, ele faz a genealogia do mistério litúrgico desde as origens do cristianismo, procurando afastar seu objeto de estudo das imprecisões modernas, restituindo a seu estudo o rigor e o esplendor dos grandes tratados medievais de Amalário de Metz e Guilherme Durando, entre outros.Também desfaz o mito da separação com outras esferas da vida social: ''o mistério litúrgico é aqui indagado no âmbito da praxe terrena'', indica o tradutor Daniel Arruda Nascimento, no texto de orelha.No trabalho inovador de Agamben, a liturgia se torna uma tentativa radical de pensar uma prática efetiva/efetual. Identificando o mistério da liturgia com o da efetividade/efetualidade, o filósofo revela o impacto dessa prática na gênese das categorias fundamentais da modernidade.A pesquisa de Agamben mostra como o Opus Dei constituiu para a cultura secular do Ocidente um polo de atração penetrante e constante, como atesta a difusão do termo ''ofício'' nos setores mais diversos da sociedade. Para o filósofo, esse termo significou uma transformação decisiva das categorias da ontologia e da praxe. ''No ofício, ser e praxe, aquilo que o homem faz e aquilo que o homem é, entram em uma zona de indistinção, na qual o ser se resolve em seus efeitos práticos e, com uma perfeita circularidade, é aquilo que deve (ser) e deve (ser) aquilo que é'', afirma Agamben na introdução ao livro. Nesse sentido, propõe que a operatividade e a efetualidade definem o paradigma ontológico que, no curso do processo secular, substituiu aquele da filosofia clássica. ''Em última análise, tanto do ser quanto do agir nós não te

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