A Cidade, Talvez A Melhor Das Invenções Humanas, É O Palco No Qual Os Personagens De Luís Henrique Pellanda Ganham Vida. Ali Se Desenrolam As Mais Inesperadas Tramas, Muitas Delas Cercadas De Silêncio E Mistério, Em Que Caminhos E Olhares Se Cruzam Para Revelar Novas Possibilidades. Há Um Bocado De Lirismo, E Outro Tanto De Fantasia. E Há, Sobretudo, Uma Profunda Humanidade. Quando Observados Pelo Cronista, A Cidade E Seus Habitantes Podem Ser Tudo, Menos Ordinários. O Pelicano De Curitiba, As Sereias Da Praça Osório, A Velha Em Viscose De Onça, O Cantor Sem Dentes, Os Fantasmas Da Geada E Os Sacrificados Do Verão, O Sabiá Enterrado Vivo, Uma Dupla Sertaneja Milagreira. Nas Crônicas Deste Livro, Pellanda Nos Apresenta Uma Metrópole Em Eterna Reconstrução, Morrendo Aos Poucos Para Reviver Mais Adiante E Que É Aqui Transformada Em Literatura.