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Nascido Pieter Cornelis Mondriaan, em Amersfoort, na Holanda, ele marcou para sempre a História da Arte com um estilo próprio de pintar, assinando como Piet Mondrian. Esta figura máxima do neoplasticismo – movimento artístico de vanguarda que defendia uma total limpeza espacial para a pintura, reduzindo-a a seus elementos mais puros – é o pintor retratado da vez na coleção Pintando o Sete, da Rocco Jovens Leitores.
Em Mondrian, o holandês voador, terceiro livro dessa divertida e colorida coletânea que fala com delicadeza e simplicidade com os pequenos leitores, o artista mineiro Caulos conta e pinta um pouco da vida e da obra deste pintor holandês que, entrecruzando retas e poucas cores, criou telas de grande beleza, vida e movimento – que fascinam quem quer que as aprecie.
Filho de uma família calvinista extremamente religiosa, cujo pai, um pastor puritano, desejava que o filho seguisse a carreira clerical, Piet Mondrian interessou-se pela carreira artística por influência de um tio que trabalhava com pintura. A ortodoxa visão familiar, porém, via a arte como um caminho para o pecado, levando, então, como forma de resolver tal dilema, a estudar artes na Academia de Amsterdã para ser professor.
O magistério, no entanto, não satisfez Mondrian, que sentia a necessidade de libertar-se e estabelecer-se como pintor, idéia que seu pai, de antemão, desaprovava e até mesmo ele, por causa de sua rigorosa formação religiosa. Contudo, o contato com a teosofia, doutrina que, sintetizando filosofia, religião e ciência, pregava o caminho evolutivo, e a arte encaixava nessa premissa.
Quando enfim assumiu sua condição de artista, Piet Mondrian começou a pintar as paisagens da Holanda de uma maneira realista até 1910, época em que se mudou para Paris e descobriu o cubismo. Dali em diante, foi simplificando e refinando suas composições cada vez mais até atingir o estilo reducionista e a estética abstrata de muita clareza e originalidade – sua assinatura como um dos grandes mestres da pintura.
Nos próximos quatro volumes da coleção Pintando o Sete, a garotada irá conhecer um pouco mais da vida e da arte de Giotto di Bondonne (O céu azul de Giotto), Vincent van Gogh (Van Gogh e a cor do sol), Henri Rosseau (A viagem de Rosseau) e Georges Seurat (Seurat e o arco-íris), que, segundo Caulos, “sugerem idéias muito atraentes para as crianças, que são muito curiosas e estão sempre a fim de uma brincadeira nova”. Afinal de contas, “arte é brincadeira e vice-versa”, como bem afirma o autor.