As árvores são os elos entre as cinco histórias que compõem o livro, todas inspiradas nas experiências infantis da autora. O Tamarindeiro aponta o medo do castigo e mostra também como o exemplo dos pais pode se perpetuar entre as gerações, levando adiante sua própria história. A Mangueira aborda o temor que muita gente tem de injeção e a coragem que as crianças são capazes de alcançar. O Cajueiro fala de um vinho feito com o caju, o mocororó, e de um doce, o quebra-queixo, ambos cultivados no Nordeste do Brasil, além de destacar o respeito ao que é alheio. A Goiabeira enfatiza a liberdade da infância, envolvida com o caminho e o descaminho das serpentes. Na sombra de todas as árvores descreve mais detalhadamente o cenário em que todas essas histórias aconteceram em um terreno que continha uma poesia própria. Com humor e delicadeza, a autora expressa em seus contos o respeito e o carinho que construiu, ao longo desse período mágico, pelas árvores de sua infância.