A plataformização do trabalho tornou-se uma das marcas centrais do capitalismo contemporâneo, reorganizando relações laborais, redefinindo direitos e produzindo novas formas de exploração e controle. No Brasil, esse processo assume contornos ainda mais complexos ao se articular com uma história marcada por desigualdades estruturais, racismo e precarização. Nesta obra, a autora analisa criticamente como plataformas digitais e algoritmos não apenas gerenciam tarefas, mas moldam subjetividades, disciplinam corpos e aprofundam a vulnerabilidade de milhões de trabalhadores. A partir de uma sólida base teórica e de pesquisa empírica, o livro evidencia que, por trás do discurso de autonomia e empreendedorismo, opera um sofisticado sistema de subordinação. Mais do que um diagnóstico, este livro convida à reflexão e ao posicionamento crítico, contribuindo para o debate sobre direitos, justiça social e as possibilidades de construção de um futuro em que o trabalho esteja a serviço da vida, e não o contrário. Marca: Não Informado