Oi, mãe, como o título bem sugere, é um encontro. Um encontro com o passado e com uma atribulada – e dolorida – trajetória familiar. Transitando entre a memória e a ficção, é uma obra de rara profundidade, um romance de formação que muito pode nos ensinar sobre a vida. Por enfrentar com coragem os meandros da memória, esta narrativa não poderia ser linear. Daí porque a forma tem algo de quebra-cabeça, de caleidoscópio, com personagens e épocas se encaixando para formar novas imagens a cada capítulo, resultando em um quadro geral comovente. A narrativa de Alice Guimarães mostra como a arte e a literatura são fundamentais para se pensar a vivência humana, para se tentar dar sentido ao que parece não ter sentido, para se pensar os traumas da vida e os mistérios da mente. Marca: Não Informado