Conceição Almeida é uma grande intérprete do complexo sistema de pensamentos de Edgar Morin. Somos inacabados, deliciosa e perigosamente abertos para o abismo existencial, aptos a misturar, transfigurar e recomeçar. Como o próprio Morin diz, se já, se já não almejamos uma revolução, podemos esperar uma metamorfose. É disso que se trata: mudar para criar sem fazer tábua rasa do que acumulamos de melhor. Morin compõe, executa e rege. Ceiça identifica cada nota e suas modulações. Coloca-as em novos contextos. Sente-se, em alguns momentos, uma brisa tropical sem que isso tropicalize a leitura. Marca: Não Informado