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Livro - Senhores e Criados e Outras Histórias

(Cód. Item 79821)

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Mestre no poder evocatório das palavras, ficcionista inventivo e sarcástico, Pierre Michon é considerado um ilusionista dos nomes, um sedutor de verbos. A subversão das formas empresta a sua escrita um certo ar hipnótico. E lhe rendem comparações a Rimbaud.

Considerado uma obra-prima da literatura contemporânea, seu primeiro livro, Vidas minúsculas, publicado em 1984, rapidamente o colocou no primeiro time de escritores franceses. De lá para cá, Michon acumulou prêmios, elogios e edições na Holanda, Alemanha e Itália, entre outros. Nesta compilação, três de seus textos mais representativos — onde a arte é o personagem principal — dão ao leitor brasileiro a dimensão da qualidade literária de Michon.

O universo de Senhores e criados é habitado por cinco artistas — Francisco de Goya, Antoine Watteau, Piero della Francesca, Vincent Van Gogh e Cláudio de Lorena —, as pinceladas de Michon capturam a atmosfera num jogo de luz e sombra que vai do Barroco ao Moderno. Pelo testemunho de personagens secundários, muitas vezes obscuros, se descortinam ficções biográficas, fragmentos de existências, metáforas autobiográficas e, ainda, parábolas onde se chocam solidão, amargura e ilusão.

A voz singular e única de Michon é ouvida de forma cadenciada também em A vida de Joseph Roulin. Mais uma vez, ele une escrita e arte para recriar um ambiente estéril, em que a criação artística existe independente de seu valor de mercado. Uma tentativa de ver o pintor, novamente Van Gogh, pelos olhos de alguém capaz apenas de sentir, absorver. Alguém incapaz de compreender o valor da genialidade. Entra em cena o carteiro Roulin: bêbado, burocrata e amigo de um pobre pintor holandês, na Arles do final do século XIX.

Em O rei do bosque, Michon conta a história de um jovem camponês que busca, através do serviço para o pintor Claude Lorrain, entrar no mundo do luxo e beleza. Mas a pintura não o transformou em príncipe nem correspondeu às suas expectativas. É, para terminar, no coração dos bosques que ele esculpe seu reino. Um reino sem ilusões, simples e escuro, feito de deleites imediatos e de um despeito triunfante.